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CULTURA, JORNALISMO, POLÍTICA E MOVIMENTOS SOCIAIS
______________________________________________________Este texto foi copiado do blog oficial do professor Theotonio dos Santos que, pode e deve, ser acessado
com o link abaixo:
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http://theotoniodossantos.blogspot.com/
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Theotonio dos Santos
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Meu caro Fernando,
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Vejo-me na obrigação de responder a carta aberta que você dirigiu ao Lula,
em nome de uma velha polêmica que você e o José Serra iniciaram em 1978
contra o Rui Mauro Marini, eu, André Gunder Frank e Vânia Bambirra, rompendo
com um esforço teórico comum que iniciamos no Chile na segunda metade dos
nos
de uma experiência política que reflete comtudo este debate teórico. Esta
carta assinada por você como ex-presidente é uma defesa muito frágil teórica
e politicamente de sua gestão. Quem a lê não pode compreender porque você
saiu do governo com 23% de aprovação enquanto Lula deixa o seu governo com
96% de aprovação. Já discutimos em várias oportunidades os mitos que se
criaram em torno dos chamados êxitos do seu governo. Já no seu governo
vários estudiosos discutimos, já no começo do seu governo, o inevitável
caminho de seu fracasso junto à maioria da população. Pois as premissas
teóricas em que baseava sua ação política eram profundamente equivocadas e
contraditórias com os interesses da maioria da população. (Se os leitores
têm interesse de conhecer o debate sobre estas bases teóricas lhe recomendo
meu livro já esgotado: Teoria da Dependência: Balanço e Perspectivas,
Editora Civilização Brasileira, Rio, 2000).
Nesta oportunidade me cabe concentrar-me nos mitos criados em torno do seu
governo, os quais você repete exaustivamente nesta carta aberta.
O primeiro mito é de que seu governo foi um êxito econômico a partir do
fortalecimento do real e que o governo Lula estaria apoiado neste êxito
alcançando assim resultados positivos que não quer compartilhar com você...
Em primeiro lugar vamos desmitificar a afirmação de que foi o plano real que
acabou com a inflação. Os dados mostram que até
vivia uma hiperinflação na qual todas as economias apresentavam inflações
superiores a 10%. A partir de 1994, TODAS AS ECONOMIAS DO MUNDO APRESENTARAM UMA QUEDA DA INFLAÇÃO PARA MENOS DE 10%. Claro que em cada pais apareceram os “gênios” locais que se apresentaram como os autores desta queda. Mas isto é falso: tratava-se de um movimento planetário.
No caso brasileiro, a nossa inflação girou, durante todo seu governo,
próxima dos 10% mais altos. TIVEMOS NO SEU GOVERNO UMA DAS MAIS ALTAS
INFLAÇÕES DO MUNDO. E aqui chegamos no outro mito incrível. Segundo você e
seus seguidores (e até setores de oposição ao seu governo que acreditam
neste mito) sua política econômica assegurou a transformação do real numa
moeda forte. Ora Fernando, sejamos cordatos: chamar uma moeda que começou em
1994 valendo 0,85 centavos por dólar e mantendo um valor falso até 1998,
quando o próprio FMI exigia uma desvalorização de pelo menos uns 40% e o seu
ministro da economia recusou-se a realizá-la “pelo menos até as eleições”,
indicando assim a época em que esta desvalorização viria e quando os
capitais estrangeiros deveriam sair do país antes de sua desvalorização, O
fato é que quando você flexibilizou o cambio o real se desvalorizou chegando
até a 4,00 reais por dólar. E não venha por a culpa da “ameaça petista” pois
esta desvalorização ocorreu muito antes da “ameaça Lula”. ORA, UMA MOEDA QUE
SE DESVALORIZA 4 VEZES EM 8 ANOS PODE SER CONSIDERADA UMA MOEDA FORTE? Em que manual de economia? Que economista respeitável sustenta esta tese?
Conclusões: O plano Real não derrubou a inflação e sim uma deflação mundial
que fez cair as inflações no mundo inteiro. A inflação brasileira continuou
sendo uma das maiores do mundo durante o seu governo. O real foi uma moeda
drasticamente debilitada. Isto é evidente: quando nossa inflação esteve
acima da inflação mundial por vários anos, nossa moeda tinha que ser
altamente desvalorizada. De maneira suicida ela foi mantida artificialmente
com um alto valor que levou à crise brutal de 1999.
Segundo mito; Segundo você, o seu governo foi um exemplo de rigor fiscal.
Meu Deus: um governo que elevou a dívida pública do Brasil de uns 60 bilhões
de reais em 1994 para mais de 850 bilhões de dólares quando entregou o
governo ao Lula, oito anos depois, é um exemplo de rigor fiscal? Gostaria de
saber que economista poderia sustentar esta tese. Isto é um dos casos mais
sérios de irresponsabilidade fiscal em toda a história da humanidade.
E não adianta atribuir este endividamento colossal aos chamados “esqueletos”
das dívidas dos estados, como o fez seu ministro de economia burlando a boa
fé daqueles que preferiam não enfrentar a triste realidade de seu governo.
Um governo que chegou a pagar 50% ao ano de juros por seus títulos para, em
seguida, depositar os investimentos vindos do exterior em moeda forte a
juros nominais de
colossal só para atrair capitais do exterior para cobrir os déficits
comerciais colossais gerados por uma moeda sobrevalorizada que impedia a
exportação, agravada ainda mais pelos juros absurdos que pagava para cobrir
o déficit que gerava.
Este nível de irresponsabilidade cambial se transforma em irresponsabilidade
fiscal que o povo brasileiro pagou sob a forma de uma queda da renda de cada
brasileiro pobre. Nem falar da brutal concentração de renda que esta
política agravou dráticamente neste pais da maior concentração de renda no
mundo. Vergonha, Fernando. Muita vergonha. Baixa a cabeça e entenda porque
nem seus companheiros de partido querem se identificar com o seu
governo...te obrigando a sair sozinho nesta tarefa insana.
Terceiro mito - Segundo você, o Brasil tinha dificuldade de pagar sua dívida
externa por causa da ameaça de um caos econômico que se esperava do governo
Lula. Fernando, não brinca com a compreensão das pessoas. Em 1999 o Brasil
tinha chegado à drástica situação de ter perdido TODAS AS SUAS DIVISAS. Você
teve que pedir ajuda ao seu amigo Clinton que colocou à sua disposição uns 20
bilhões de dólares do tesouro dos Estados Unidos e mais uns 25 BILHÕES DE
DÓLARES DO FMI, Banco Mundial e BID. Tudo isto sem nenhuma garantia.
Esperava-se aumentar as exportações do pais para gerar divisas para pagar
esta dívida. O fracasso do setor exportador brasileiro mesmo com a
espetacular desvalorização do real não permitiu juntar nenhum recurso em
dólar para pagar a dívida. Não tem nada a ver com a ameaça de Lula. A ameaça
de Lula existiu exatamente em conseqüência deste fracasso colossal de sua
política macro-econômica. Sua política externa submissa aos interesses
norte-americanos, apesar de algumas declarações críticas, ligava nossas
exportações a uma economia decadente e um mercado já copado. A recusa dos
seus neoliberais de promover uma política industrial na qual o Estado
apoiava e orientava nossas exportações. A loucura do endividamento interno
colossal. A impossibilidade de realizar inversões públicas apesar dos
enormes recursos obtidos com a venda de uns 100 bilhões de dólares de
empresas brasileiras. Os juros mais altos do mundo que inviabilizava e ainda
inviabiliza a competitividade de qualquer empresa.
Enfim, UM FRACASSO ECONÔMICO ROTUNDO que se traduzia nos mais altos índices
de risco do mundo, mesmo tratando-se de avaliadoras amigas. Uma dívida sem
dinheiro para pagar... Fernando, o Lula não era ameaça de caos. Você era o
caos. E o povo brasileiro correu tranquilamente o risco de eleger um
torneiro mecânico e um partido de agitadores, segundo a avaliação de vocês,
do que continuar a aventura econômica que você e seu partido criou para este
país.
Gostaria de destacar a qualidade do seu governo em algum campo mas não posso
fazê-lo nem no campo cultural para o qual foi chamado o nosso querido
Francisco Weffort (neste então secretário geral do PT) e não criou um só
museu, uma só campanha significativa. Que vergonha foi a comemoração dos 500
anos da “descoberta do Brasil”. E no plano educacional onde você não criou
uma só universidade e entou em choque com a maioria dos professores
universitários sucateados em seus salários e em seu prestígio profissional.
Não Fernando, não posso reconhecer nada que não pudesse ser feito por um
medíocre presidente.
Lamento muito o destino do Serra. Se ele não ganhar esta eleição vai ficar
sem mandato, mas esta é a política. Vocês vão ter que revisar profundamente
esta tentativa de encerrar a Era Vargas com a qual se identifica tão
fortemente nosso povo. E terão que pensar que o capitalismo dependente que
São Paulo construiu não é o que o povo brasileiro quer. E por mais que vocês
tenham alcançado o domínio da imprensa brasileira, devido suas alianças
internacionais e nacionais, está claro que isto não poderia assegurar ao
PSDB um governo querido pelo nosso povo. Vocês vão ficar na nossa história
com um episódio de reação contra o vedadeiro progresso que Dilma nos promete
aprofundar. Ela nos disse que a luta contra a desigualdade é o verdadeiro
fundamento de uma política progressista. E dessa política vocês estão fora.
Apesar de tudo isto, me dá pena colocar em choque tão radical uma velha
amizade. Apesar deste caminho tão equivocado, eu ainda gosto de vocês ( e
tenho a melhor recordação de Ruth) mas quero vocês longe do poder no Brasil.
Como a grande maioria do povo brasileiro. Poderemos bater um papo inocente
em algum congresso internacional se é que vocês algum dia voltarão a
freqüentar este mundo dos intelectuais afastados das lides do poder.
Com a melhor disposição possível mas com amor à verdade, me despeço
(*) Theotonio Dos Santos é Professor Emérito da Universidade Federal
Fluminense, Presidente da Cátedra da UNESCO e da Universidade das Nações
Unidas sobre economia global e desenvolvimentos sustentável. Professor
visitante nacional sênior da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
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O IPEA está entalado na garganta das organizações Globo desde setembro de 2007, quando a diretoria comandada por Marcio Pochmann tomou posse. A partir daquela data, o Instituto aprofundou seu caráter público, realizou um grande concurso para a contratação de mais de uma centena de pesquisadores, editou dezenas livros e abriu seu raio de ação para vários setores da sociedade, em todas as regiões do país. O jornal O Globo enviou esta semana uma série de perguntas ao IPEA para, supostamente, esclarecer irregularidades na instituição. Temendo manipulação, a direção do instituto decidiu divulgar as perguntas e as respostas à toda sociedade.
Redação - Carta Maior
O Ipea responde à sociedade
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) é uma fundação pública federal vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Há 46 anos, suas atividades de pesquisa fornecem suporte técnico e institucional às ações governamentais para a formulação e reformulação de políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiros.
O Ipea tem como missão "Produzir, articular e disseminar conhecimento para aperfeiçoar as políticas públicas e contribuir para o planejamento do desenvolvimento brasileiro."
Dessa forma, o Instituto torna públicos à sociedade esclarecimentos decorrentes de questionamentos feitos pelo jornal O Globo entre 19 e 20 de agosto.
Este comunicado tem como objetivo preservar a reputação desta Instituição e de seus servidores e colaboradores, que por meio dos questionamentos do diário, estão sendo vítimas de ilações, inclusive de caráter pessoal.
Dado o teor desses questionamentos, o Instituto sente-se na obrigação de publicar perguntas e respostas, na íntegra e antecipadamente, para se resguardar.
E coloca-se à disposição para dirimir quaisquer dúvidas posteriores.
Assessoria de Imprensa e Comunicação
O GLOBO: Sobre o aumento de gastos com viagens/diárias/passagens na atual gestão: Segundo levantamento feito no Portal da Transparência do governo federal, os gastos com diárias subiram 339,7%, entre 2007 e 2009, chegando no ano passado a R$ 588,3 mil. Este ano já foram gastos mais R$ 419 mil com diárias, 71% do total de 2009. Os gastos com passagens subiram 272,6% entre 2007 e 2009, chegando no ano passado a R$ 1,2 milhão. Qual a justificativa para aumentos tão expressivos? IPEA: A justificativa é o incremento das atividades do Ipea e de seus focos de análise, instituídos pelo planejamento estratégico iniciado em 2008, que estabeleceu sete eixos voltados para a construção de uma agenda de desenvolvimento para o país. Para atender a esses objetivos foram incorporados 117 novos servidores, mediante concurso público realizado em 2008. O Plano de Trabalho para o exercício de 2009 contemplou 444 metas – publicadas no Diário Oficial da União. O cumprimento dessas metas condicionou a participação dos servidores da casa em seminários , congressos, oficinas e treinamentos, bem como em reuniões de trabalho. Além disso, o Ipea passou a realizar inúmeras atividades, como cursos de formação em regiões anteriormente pouco assistidas do ponto vista técnico-científico.
O GLOBO: Além disso, o Ipea tem gastos expressivos com a contratação da Líder Taxi Aéreo: entre 2007 e 2010, foi pago R$ 1,9 milhão à empresa pelo Ipea. Como são usados exatamente os serviços da Líder? Só em viagens no Brasil ou também no exterior?
IPEA: O Ipea nunca utilizou os serviços de táxi aéreo de qualquer empresa, sejam em voos nacionais ou internacionais. Os deslocamentos dos servidores – inclusive presidente e diretores – são efetuados em vôos de carreira. As despesas constantes no Portal Transparência se referem à locação de salas de um imóvel do qual a empresa é proprietária e onde localiza-se a unidade do Ipea no Rio de Janeiro, desde 1980. Tal despesa é estabelecida por meio do Contrato 06/2009, firmado nos termos da Lei 8.666/93. O GLOBO: O Ipea inaugurou este ano escritórios em Caracas e Luanda. Qual a função desses escritórios?
IPEA: São representações para apoiar a articulação de projetos de cooperação entre o Ipea e países em desenvolvimento. No caso de Caracas, os grandes temas envolvidos são macroeconomia e financiamento de investimento, acompanhamento e monitoramento de políticas públicas.
No caso de Luanda, os objetivos da missão são auxiliar na avaliação dos investimentos em infraestrutura, no processo de acompanhamento e monitoramento de políticas públicas, com destaque para as políticas sociais.
O objetivo dessas missões é de prestar apoio técnico a instituições e/ou organismos governamentais de outros países. Esses projetos fazem parte de um processo amplo do Ipea de fomentar a cooperação internacional. Foram firmados acordos de cooperação técnica com diferentes instituições e países, como Unctad (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento), OMPI (Organização Mundial de Propriedade Intelectual), OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), Federal Reserve Bank of Atlanta (Estados Unidos) e outras instituições na Suécia, Argentina, Burundi, Angola, Venezuela, Cuba etc.
O GLOBO: Quantos funcionários tem cada um? Qual é o gasto com essas bases no exterior? IPEA: Cada país terá apenas um representante, que deverá promover a articulação/coordenação dos diferentes projetos. Os gastos se resumem aos salários correntes dos representantes, enquanto servidores do Ipea.
O GLOBO: Existem planos para montar outras?
IPEA: Há negociações ainda em fases iniciais.
O GLOBO: Onde ficam localizadas (endereços)? Temos a informação de que o escritório de Caracas funciona nas dependências da PDVSA. Procede?
IPEA: Sim. Nos acordos de cooperação estabelecidos, os países receptores devem fornecer escritório e moradia aos representantes do Ipea. No caso de Caracas, o governo venezuelano indicou a instalação da missão em edifício da estatal – que está cedendo apenas o espaço físico. No caso de Luanda, o governo angolano sinalizou a instalação da missão em edifício de um ministério. Não nos cabe questionar que ferramentas institucionais cada país utiliza para o cumprimento desse apoio à instalação das representações. O GLOBO: Qual a relação direta entre os escritórios e a missão do Ipea?
IPEA: A realização de missão no exterior se fundamenta na competência do Ipea que lhe foi atribuída pelo presidente da República (art. 3º, anexo I do Decreto n.º 7.142, de 29 de março de 2010) de “promover e realizar pesquisas destinadas ao conhecimento dos processos econômicos, sociais e de gestão pública brasileira”. Além disso, a cooperação entre países conforma estratégia para a inserção internacional e passa a figurar dentre os princípios que regem as relações internacionais brasileiras, nos termos do artigo 4º da Constituição Federal, que estabelece que o Brasil recorrerá à “cooperação entre os povos para o progresso da humanidade”.
O GLOBO: Qual a justificativa para tantas viagens da diretoria a Caracas e Cuba, por exemplo? O DO registra pelo menos 15 viagens entre 2009 e 2010.
IPEA: As viagens estão relacionadas à consolidação de acordos de cooperação que o Ipea realiza visando ao avanço socioeconômico dos países em desenvolvimento. As viagens não ocorrem apenas para estes países, mas também para instituições dos países desenvolvidos (OCDE, Federal Reserve de Atlanta) e das Nações Unidas (UNCTAD, CEPAL), como os Estados Unidos e França, que, até o momento, nunca foram objeto de questionamentos ou justificativas.
O GLOBO: Os gastos com bolsistas também cresceram substancialmente nos últimos anos. Entre 2005 e 2009, o aumento desses gastos chega a 600%. Essa modalidade de contratação consumiu, entre 2008 e 2010, R$ 14,2 milhões do Orçamento do Ipea. Qual a justificativa para um aumento tão grande no número de bolsistas, só estudantes mais de 300?
IPEA: O Ipea aprimorou e ampliou seu programa de bolsas, incrementando seu relacionamento técnico com diversas instituições de estudos e pesquisas. Destaca-se o ProRedes, que organizou 11 redes de pesquisa entre 35 instituições em todo Brasil. Da mesma forma, por meio desse programa, foi lançado, em 2008, o Cátedras Ipea, com o objetivo de incentivar o debate sobre o pensamento econômico-social brasileiro. A partir deste ano, este programa conta com a parceria e recursos da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Os bolsistas são selecionados por meio de chamadas públicas e desde o início do programa há participação de aprovados de todas as regiões do País. O crescimento no número de bolsas concedidas expressa a ampliação dos temas estudados no Instituto. Desde sua instituição, o Ipea atua na formação de quadros para as atividades de planejamento de políticas públicas.
O GLOBO: Entre os pesquisadores bolsistas aparece o nome de (*)1, que mantém um relacionamento com o diretor (*)1. Ela recebeu R$ 100 mil entre 2009 e 2010, por meio dessas bolsas de pesquisa, ao mesmo tempo em que ocupa um cargo de secretária na prefeitura de Foz de Iguaçu. Como o Ipea justifica a contratação?
IPEA: O nome referido não consta em nossa lista de bolsistas. A referida pesquisadora não foi contratada pelo Instituto nesta gestão. O desembolso citado – R$ 95 mil – trata-se de apoio a evento técnico-científico: 13º Congresso Internacional da “Basic Income Earth Network” (BIEN - Rede Mundial de Renda Básica). A liberação dos recursos foi efetuada em conta institucional-pesquisador, sujeita à prestação de contas dos recursos utilizados.
A seleção do referido evento, conforme chamada pública, foi realizada por comitê de avaliação, composto por pesquisadores, que considera as propostas de acordo com critérios pré-estabelecidos. Os diretores do Ipea não têm qualquer influência sobre as recomendações deste comitê.
O lançamento e resultados da seleção são divulgados no Diário Oficial da União e estão disponíveis no sítio do Instituto. Destaca-se ainda que tal sistemática é a mesma adotada em instituições como CNPq, Capes, FAPESP e todas as agências de fomento.
As chamadas são abertas à participação de pesquisadores vinculados a instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos, de reconhecido interesse público, que desenvolvam atividades de planejamento, pesquisa socioeconômica e ambiental e/ou que gerenciem estatísticas.
Vale ressaltar que o referido evento contou ainda com patrocínio de instituições como Fundação Ford, FAPESP, Corecon SP e RJ, Petrobras, Caixa, BNDES, Fundação Friedrich Ebert, e a Capes.
O GLOBO: Os gastos com comunicação social também tiveram aumento substancial. No Orçamento de 2010 estão previstos R$ 2,3 milhões para esse fim (rubrica 131). No ano passado não apareciam despesas nessa rubrica. No momento, o Ipea tem contratos com empresas de comunicação e marketing que somam R$ 4,5 milhões. Qual a justificativa para gastos tão elevados?
IPEA: Os contratos com ‘empresas de comunicação e marketing’ se referem a trabalhos de editoração digital e gráfica (revisão, diagramação e impressão) do trabalho produzido na casa (livros, boletins, revistas etc.) e de seu respectivo material de apoio (cartazes, fôlderes, banners, hot sites etc.). O Ipea não faz uso de inserções publicitárias de qualquer tipo. O orçamento previsto, portanto, contempla o crescimento substancial da produção intelectual do Instituto – de 102 títulos, em 2007, para 219, em 2009, num total de 14,6 mil páginas (dados c onstantes no Relatório de Atividades Executivo 2009 e disponíveis no sítio do Ipea na internet) –, além do cumprimento de um dos termos de sua missão: disseminar conhecimento. Razão para ‘justificativas’ haveria se, mesmo com a entrada de 117 novos servidores em 2009, o Instituto não vivenciasse crescimento de sua produção.
O GLOBO: Tenho um levantamento que mostra que atualmente existem 33 pessoas lotadas na Ascom do Ipea. Solicito indicar quantos jornalistas/assessores de imprensa e quais as outras funções. IPEA: A Assessoria de Imprensa e Comunicação do Instituto possui oito jornalistas/assessores de imprensa. Os demais são pessoal de apoio para as atividades que estão sob jurisdição da Ascom: Editorial, Livraria, Eventos e Multimídia, em Brasília e no Rio de Janeiro.
O GLOBO: Sobre as obras da nova sede do Ipea, apuramos que já foram gastos mais de R$ 1 milhão no projeto e existe no orçamento de 2010 uma dotação de R$ 15 milhões para a obra, mas o Ipea ainda não tem a posse legal do terreno onde será construída a nova sede. Qual a justificativa para os gastos sem garantia do terreno? Gostaria também de esclarecimentos sobre a forma de contratação do escritório de arquitetura que elaborou o projeto.
IPEA: Os gastos do projeto de planejamento e construção de uma nova sede para o Ipea, em Brasília, foram realizados conforme planejamento autorizado em lei no Plano Plurianual 2008-2011. Todas as contratações obedecem rigorosamente aos preceitos da Lei de Licitações e Contratos, Lei nº 8.666 de 21 de junho de 1993, bem como aos princípios constitucionais previstos no caput do art. 37 da Carta Magna: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Quanto ao terreno, órgãos do governo do Distrito Federal asseguram-no como de destinação exclusiva à construção da sede do Ipea.
O GLOBO: O enquadramento de onze técnicos de Planejamento e Pesquisa, com mais de uma década de serviços prestados ao Ipea, no Quadro Suplementar do Plano de Carreira, o que praticamente congela a situação funcional dessas técnicos, com prejuízos financeiros e na carreira. Considerando que a base jurídica está sendo questionada internamente e já é objeto de ações na Justiça, solicito a justificativa do Ipea para a decisão. Como são técnicos remanescentes da administração anterior, questiono se não se caracteriza, no caso, algum tipo de perseguição política ou tentativa de esvaziamento do grupo de pesquisadores não alinhado com a nova linha do Ipea.
IPEA: Não há ‘perseguição’ de qualquer natureza, em absoluto. A atual administração age com base no estrito cumprimento da Lei 11.890/2008, que criou o Plano de Carreira e Cargos para a Instituição, com a inserção do cargo de Planejamento e Pesquisa na Carreira de Planejamento e Pesquisa, representando um marco na história da Instituição.
A referida lei determinou o enquadramento dos servidores na carreira, processo que foi realizado individualmente, resgatando-se o histórico funcional de cada um dos servidores. Isso permitiu o enquadramento de 277 (95,5%) dos 290 TPPs ativos. No que diz respeito aos servidores inativos, todos os 282 foram posicionados na Tabela de Subsídio. No total foram enquadrados 97,7% do total.
Os servidores que atenderam aos pré-requisitos estabelecidos na lei – e referenciados no Parecer da Procuradoria Federal do Ipea – para inserção na Carreira de Planejamento e Pesquisa ou posicionamento na tabela de subsídio foram imediatamente enquadrados ou posicionados na tabela remuneratória pertinente. A atual direção, buscando esgotar as possibilidades de análise de viabilidade quanto ao enquadramento dos servidores que não cumpriram os referidos requisitos constantes na lei, encaminhou os seus processos para análise da Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, que corroborou, com posicionamento de sua Consultoria Jurídica, pelo enquadramento em Quadro Suplementar dos referidos servidores.
(1) Os nomes foram omitidos pelo Ipea para preservar as pessoas citadas.
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Izan Petterle, fotógrafo de National Geographic Brasil, expõe na FLIP, em Paraty, a partir de amanhã, 4 de agosto.
Exposição Nordeste de Gilberto Freyre traz fotos de Izan Petterle publicadas na edição de agosto da revista
Bastou um olhar diferenciado pelos engenhos de Pernambuco, cenário que inspirou Gilberto Freyre a produzir o clássico livro Nordeste em 1937, para que mais uma obra se revelasse. Desta vez, a história é contada pelas lentes de Izan Petterle na exposição Nordeste de Gilberto Freyre, a ser lançada no dia 4 de agosto, durante a FLIP, na galeria Navegare,
Izan acompanhou o repórter Maurício Barros de Castro na expedição de National Geographic Brasil pela rota da Zona da Mata pernambucana, ambiente que guarda a essência de um período longo da história do Brasil, o da cana-de-açúcar nordestino. Esta missão resultou na reportagem O verde que virou história, publicada na edição de agosto de National Geographic Brasil e rendeu o prêmio The Best Edit 2010 da National Geographic Society aos seus autores, incluindo Izan Petterle.
Serviço:
Exposição Nordeste de Gilberto Freyre, de Izan Petterle
Quando: de
Onde: Galeria Navegare Art & Design - Rua da Matriz, 84 - Centro Histórico - Paraty/RJ
Mais informações: Tel.: (24) 3371-4103 - contato@navegareart.com.br - www.navegareart.com.br
Sobre Izan Petterle:
Izan Petterle é um dos mais freqüentes e aplaudidos colaboradores da National Geographic Brasil. Sua abordagem da fotografia é a de tentar documentar a marca distintiva de um povo e a esmagadora característica de um lugar. Os tópicos fotografados são demonstrados na imagem, mantendo a sua fé, sentimentos e raízes - representando a expressão e a vitalidade da vida. Ele tem grande experiência em desenvolver histórias que têm apelo global, com novas idéias atraentes e, sobretudo, a encontrar temas importantes, surpreendentes e originais, fazendo uma conexão direta para a atualidade geopolítica com significado histórico.
National Geographic Brasil
Lançada no Brasil em maio de 2000 pela Editora Abril, a revista National Geographic traz conhecimento e beleza, juntos em cada edição. Sua missão é: "inspirar as pessoas a cuidar do planeta". Cobre de arqueologia a futurologia, com destaque para ciência, história, espaço, cultura e ecologia.
Em 1888, um grupo de exploradores, cientistas, cartógrafos, topógrafos, educadores e inventores fundou a National Geographic Society com a missão de ´estimular e difundir o conhecimento geográfico´. Poucos dos 33 presentes na ocasião poderiam imaginar o alcance da organização no futuro. No mesmo ano, foi lançada sua publicação oficial, a National Geographic, mais tarde - por indicação de Alexandre Graham Bell, segundo presidente da NGS (e inventor do telefone) - transformada em uma publicação popular que desse suporte financeiro à sociedade. O resultado foi excepcional.
Nas décadas seguintes a revista se tornaria referência de jornalismo e de fotografia enquanto a sociedade organizava expedições que marcariam o século
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Entre os dias 06 de agosto e 02 de setembro, o Centro Europeu de Curitiba irá receber a exposição fotográfica Sentimentos, mostra que reúne imagens que retratam os mais variados sentimentos humanos. Captadas por mais uma turma de formandos do curso Fotografia da escola, as 15 fotografias formam um universo de dores, dúvidas, alegrias e paixões responsáveis pelos encantos da vida.
Para a fotógrafa Charly Techio, coordenadora do curso de Fotografia do Centro Europeu, a exposição consegue revelar detalhes comuns das nossas vidas e, ao mesmo tempo, extremamente peculiares para cada individuo. “A mostra Sentimentos se torna curiosa a partir do momento em que analisamos a diferente forma que as pessoas ‘encaram’ os mesmos sentimentos”. Além disso, Charly destaca a qualidade das fotografias. “O resultado destes trabalhos foi muito satisfatório para todos os envolvidos na formação desta turma. Os alunos aproveitaram a liberdade para criação e utilizaram técnicas muito interessantes”, completa.
A abertura oficial da exposição Sentimentos vai acontecer nesta sexta-feira, dia 06 de agosto, a partir das 19h, no Espaço Centro Europeu (Rua Brigadeiro Franco, n°1700). A entrada para a mostra é gratuita e os trabalhos poderão ser visitados de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h, e nos sábados, das 8h às 17h. Mais informações pelo telefone (41) 3222-6669 ou no site www.centroeuropeu.com.br.
Serviço:
Mostra fotográfica Sentimentos
Local: Espaço Centro Europeu (Rua Brigadeiro Franco, n°1700)
Data: De 06 de agosto a 02 de setembro
Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h às 22h, e nos sábado, das 8h às 17h
Informações: (41) 3222 – 6669 ou www.centroeuropeu.com.br
Inovando em seus produtos para mostrar elegância e sofisticação, a Fabritex entregou para a Mtrês a missão de criar um catálogo simples, porém com excelente qualidade. Buscando inspiração nos produtos da marca, a agência aplicou no novo trabalho tudo o que o consumidor busca em produtos: qualidade e beleza.
O catálogo chama atenção pela capa que utiliza tonalidade forte e impressiona pela fácil leitura com fontes e cores suaves em seu conteúdo. As imagens usadas para ilustrar o trabalho mostram os excelentes resultados que as cortinas Fabritex entregam para seus clientes, embelezando o ambiente e deixando-o mais elegante.
A equipe de criação da agência mais uma vez desenvolveu um catálogo com identidade visual completa e que se identifica com o público consumidor.
Ficha Técnica
Cliente: Fabritex
Direção de Criação: Allyson Muller
Direção de Arte: Alessandra Peguim Rosa e Fernando Antonio Rodrigues
Atendimento: Marisa Lopes
Aprovação: Fernando de Almeida Prado
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“Nós, pescadores, vivemos praticamente até hoje em um sistema arcaico, por falta de assistência do poder público, que nos abandonou de tal forma que precisamos ser doutores de nossa própria causa. Parece que somos seres invisíveis. Mas mesmo assim, os pescadores têm uma cultura de resistência. Por isso, sobrevivem”.
O depoimento, que resume a situação da pesca artesanal do litoral capixaba, é do pescador Benedito Matias Porto, de Conceição da Barra, litoral Norte do Espírito Santo. Bi, como é conhecido, foi apenas um dos muitos entrevistados que contam suas experiências, transmitem seus ensinamentos e compartilham suas lutas no livro Pescadores Artesanais do Espírito Santo (Editora Esplendor).
Resultado de cerca de um ano de trabalho e mais de 1.500km rodados no litoral do estado, a obra reúne fotos e histórias de pessoas que tiram do mar o seu sustento – ou pelo menos têm tentado fazê-lo. “A situação dos pescadores capixabas é muito difícil. Embora eles tenham se organizado nos últimos anos, a atividade predatória das grandes companhias pesqueiras e a invasão do litoral por veranistas estão reduzindo a margem de manobra desses profissionais”, comenta o jornalista e autor do livro, Eduardo Sganzerla.
Mesmo com tantas dificuldades, os relatos mostram que a luta continua e que esses homens e mulheres não desistem do trabalho. Assim, eles mantêm a tradição e a cultura dos pescadores artesanais, visando dar continuidade aos procedimentos manuais e perpetuar a atividade. Sganzerla avalia que é preciso uma intervenção estatal para que a pesca artesanal sobreviva. “É necessária uma ação do poder público para ajudar a dar equilíbrio a esta situação e afastar a ameaça de extinção desta categoria profissional”.
As histórias contadas nas 190 páginas do livro são ilustradas por fotos de Mariana Branco, que captou as diferentes emoções que envolvem os depoimentos. Os belos cenários paradisíacos misturam-se com expressões de quem trabalha e luta para sobreviver, mas que faz o que gosta junto ao mar.
A obra Pescadores Artesanais do Espírito Santo foi lançada nesse mês de julho e contou com recursos da Lei Rouanet e apoio da Cia. Caetano Branco, sediada no Paraná.
Serviço:
Livro Pescadores Artesanais do Espírito Santo
Autor: Eduardo Sganzerla
Fotos: Mariana Branco
Editora Esplendor
www.esplendorbrasil.com.br
Sobre os autores:
Eduardo Sganzerla, jornalista há mais de 30 anos, trabalhou como repórter, redator e editor da "Folha de São Paulo" e "Gazeta Mercantil". Neste último, ocupou, também, o cargo de diretor. É autor de romance e de quase uma dezena de livros de reportagens.
Mariana Branco é profissional de design há mais de 15 anos. Trabalha com produção de vídeos, filmes, audiovisuais, arte digital e fotografia. Atua de forma constante como design de livros e outros impressos. Tem experiência também na área de marketing.
INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:
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Depois do best-seller Fotografia digital — volume 1, livro da área mais vendido no mundo, a Pearson Education do Brasil lança, neste mês, o volume 2 da obra de Scott Kelby, que continua exatamente do ponto onde o primeiro volume parou.
Depois de ensinar como fotografar flores, esportes e outros objetos com nitidez, agora Kelby traz dicas sobre como utilizar flashes, fazer fotos em close-up, fotografar pessoas e até mesmo como construir um estúdio do zero, mostrando que qualquer pessoa pode fazer retratos com qualidade profissional. Tudo isso em uma linguagem acessível e abordagem prática, sem jargões tecnológicos, e com o humor típico do autor.
Além disso, ele escreveu capítulos inteiros sobre os tópicos mais solicitados, trazendo dicas para o leitor fotografar paisagens, casamentos e um capítulo inteiro dedicado a compartilhar alguns dos segredos para fazer fotos parecerem mais profissionais. Cada página cobre um único conceito sobre como aprimorar a qualidade das fotos. Sempre que virar a página, o leitor aprenderá outra configuração profissional, outra ferramenta profissional ou outro truque profissional para transformar suas fotos em fotos artísticas.
Por não ser um livro teórico, com jargões confusos e conceitos detalhados, Fotografia digital na prática — volume 2 é indicado para interessados em fotografia em geral. Ele ensina qual botão pressionar, que configuração utilizar e quando utilizá-la, permitindo que o leitor tire fotografias significativamente melhores, mais nítidas, mais coloridas e com aparência mais profissional para cada situação.
Sobre a Pearson
A Editora Pearson está presente em 50 países, oferecendo conteúdo de qualidade para estudantes e instituições de ensino em 13 idiomas. Instalada no Brasil desde 1996, a Pearson publica livros nas áreas de ensino da língua inglesa, com o selo Longman; informática, com o selo Prentice Hall; negócios, com o selo Financial Times/Prentice Hall; e universitária, com os selos Prentice Hall e Addison Wesley.
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COBERTURAS FOTOGRÁFICAS
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(21) 2405-0368 - (21) 92976491 -
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através do e-mail:
jorgenunes2005@gmail.com
http://photoeducacao.blogspot.com/
GALERIA DE FOTOS
Por: José Reinaldo Marques
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O repórter-fotográfico Jorge Nunes vive um momento especial em seus 40 anos de carreira: prepara-se para lançar o site da Agência Prisma de Fotojornalismo, que criou há 13 anos.
Jorge estreou na fotografia aos 16 anos, quando era office-boy da Rio Gráfica Editora e queria conseguir outro trabalho:
— Precisava complementar meu salário, perguntaram o que eu queria fazer e escolhi a fotografia, mas não tinha noção do que poderia acontecer.
Com uma Rolleyflex, Jorge deu seus primeiros cliques profissionais:
— Foi para as revistas da Rio Gráfica Garotas e Destino, que à época se dedicavam às fotonovelas, mas publicavam também contos e algumas matérias.
De lá, Jorge foi sucessivamente para a Manchete, a Editora Vecchi e os jornais Tribuna da Imprensa e O Dia. Com o golpe militar, abandonou temporariamente o trabalho em redação:
— Era duro ser pautado para uma cobertura, chegar ao local e acabar sendo impedido de registrar o assunto por intervenção de agentes do regime ditatorial. Isso me incomodava tanto que eu resolvi trabalhar em estúdio, fazendo fotografia comercial. Só retomei o fotojornalismo em 86, convidado pelo Alcyr Cavalcanti para voltar à Tribuna.
No ano seguinte, Jorge retornou também ao Dia, até ser afastado em 94, acusado de promover agitação devido às atividades sindicais, e tornar-se freelancer.
Para ele, o padrão de qualidade dos repórteres-fotográficos brasileiros é um dos melhores do mundo, “com profissionais históricos como Nicolau Drey, Juvenil de Souza, Indalécio Vanderley, Walter Firmo, Evandro Teixeira e Sebastião Salgado”.
— Nosso fotojornalismo é de vanguarda, apesar do difícil acesso à tecnologia que já tivemos que enfrentar. Houve um tempo em que era impensável o aproveitamento de muitas fotos que hoje são consideradas obras-primas. O profissional tinha que dominar o processo de produção em todas as suas etapas. A menor abertura de diafragma tinha que ser 8 e a menor velocidade, 125; os filmes eram de baixa sensibilidade e os fotógrafos precisavam usar tripé e muita luz, cuja intensidade era medida com o velho fotômetro Weston Master II.
Ex-diretor da ABI e do Sindicato dos Jornalistas, Jorge destaca também colegas especialistas na operação de filmes coloridos, como Fernando Seixas, Gervásio Batista, Sebastião Barbosa, Antônio Rudge, Nilton Ricardo, Luiz Garrido, Fernando Abrunhosa, Adir Mera, Hugo de Góes, Klaus Meyer, Jader Neves, Gil Pinheiro e muitos outros da Manchete e de O Cruzeiro:
— Havia também o Joel Maia e o velho Veneziano, da Abril no Rio. Tínhamos o privilégio de trabalhar sem temer o desemprego. As demissões eram raras. Geralmente, só se deixava uma empresa a convite de outra.
Post_________________ado por jorge nunes às
Igreja Universal X Folha: Justiça extingue mais 5 ações
A Justiça extinguiu mais cinco ações movidas por seguidores da Igreja Universal do Reino de Deus contra a Folha e a jornalista Elvira Lobato, autora da reportagem “Universal chega aos 30 anos com império empresarial”, publicada em dezembro.
Já foram ajuizadas 101 ações de indenização por danos morais e proferidas 57 sentenças, todas favoráveis ao jornal.
A juíza Cristiane da Silva Brandão Lima, do Juizado Especial Cível de Niterói (RJ), extinguiu ação movida por Rosa Maria Soares, homologando decisão da juíza leiga Gisella Maria Quesma Leitão.
O juiz Paulo Pereira da Silva Evangelista, da comarca de Santarém (PA), extinguiu ação movida pelo pastor Jorge Luís de Brito Cabral, condenando-o a pagar as custas processuais e multando-o por litigância de má-fé [abuso do direito de recorrer à Justiça]. Em Recife, foi extinta ação movida por Ivanildo Julião da Silva contra a Folha e a Rede Globo de Televisão. Silva foi condenado ao pagamento das custas processuais.
Na comarca de Pedro Canário (ES), o juiz Deodato Vital dos Anjos extinguiu ação movida por Paulo Valério Coelho de Lima por não considerá-lo parte legítima para pedir a indenização por danos morais. O juiz Carlos Barbosa Dias, de Parnaíba (PI), julgou extinta ação movida por Leandro Pereira da Silva. As informações são da própria Folha de S.Paulo.
Presidente Lula é aprovado por todos os segmentos sociais.
Da Folha de São Paulo:
Avaliação positiva do presidente passa de 50% até entre os mais ricos e escolarizados
Pesquisa Datafolha mostra que 64% dos brasileiros consideram o governo ótimo ou bom, recorde depois da redemocratização.
Embalado por fortes resultados na economia e por grande exposição nacional na atual campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quebrou o seu próprio recorde de avaliação positiva.
Lula também acaba de obter, pela primeira vez, a aprovação da maioria absoluta da população brasileira em todos os segmentos sociais, econômicos e geográficos do país.
Segundo pesquisa Datafolha finalizada ontem, 64% da população brasileira considera o governo Lula ótimo ou bom. O recorde anterior já colocava Lula na frente de todos os presidentes eleitos após a redemocratização -55% de aprovação registrados em março passado.
O levantamento revela também que a popularidade de Lula acaba de vencer a resistência de segmentos socioeconômicos específicos que mantinham, entre eles, o índice de aprovação abaixo de 50%.
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“Com os índices de popularidade registrados pelo Datafolha, os analistas reconhecem que, agora sim, Lula, se quiser, elege um poste” – Jorge Moreno, jornalista – O Globo, 13-09-2008.
“Mas (os analistas) alertam: se a popularidade do presidente continuar ascendente ou se estabilizar um pouco acima da de agora, aí sim ele, paradoxalmente, não elegerá ninguém. E por um motivo óbvio. O povo não o deixará sair do cargo de presidente” – Jorge Moreno, jornalista – O Globo, 13-09-2008.
Depoimento da jornalista cubana Maribel Acosta Damas, em mensagem à jornalista Miriam Gontijo
www.piratininga.org.br/
NPC produziu nova AGENDA 2009 sobre as lutas dos trabalhadores
O NPC elaborou a AGENDA 2009 que estará pronta no mês de novembro. Este ano está cheia de novidades. Vejamos:
1) O tema da Agenda 2009 é As Lutas dos Trabalhadores Brasileiros no Século XX.
São notícias sobre greves, conquistas, vitórias e também derrotas, prisões e mortes. Fala-se de reivindicações, de formas de lutas variadas, da imprensa e das muitas formas de organização criadas pela classe trabalhadora ao longo do seu primeiro século de existência.
São umas mil notícias curtas, espalhadas nos respectivos dias em que aconteceram, que dão uma idéia dessa história rica, dura e gloriosa e que muitas vezes não é conhecida.
O objetivo é duplo: fornecer informações, mesmo que telegráficas, sobre a NOSSA HISTÓRIA e estimular o gosto pelo estudo sistemático dessa epopéia que é encoberta pela classe dominante.
2) A grande novidade deste ano é que será TOTALMENTE PERSONALIZADA, ou seja cada Sindicato poderá incluir suas lutas, suas datas especiais, suas comemorações, distribuídas nos vários dias do mês. É só substituir até 5 notícias padrão a cada mês por outras de escolha do sindicato.
Além disso, as capas e contracapas serão produzidas por cada sindicato.
E mais, cada Sindicato tem a sua disposição 6 páginas no começo e 6 no fim da Agenda para colocar o que quiser: mensagens, informações, endereços úteis, etc..
Só um detalhe, para ser personalizada é necessário encomendar no mínimo 2000. exemplares. Quem quiser menos do que isso poderá adquirir a agenda padrão do NPC.
3)
Ditaduras nunca mais!! Viva El Chile!! Bolívia vive!!
Nesta quinta, 11 de setembro, celebram-se os 35 anos do golpe militar que derrubou e matou, em 1973, o presidente Salvador Allende, eleito democraticamente pelo povo. Devemos, sugiro, refletir sobre o que ocorre, hoje, en nuestra America del Sur - os avanços que conquistamos, os desafios já superados e a intensa luta de classes que se trava, neste momento, em especial, na Bolívia, onde a elite branca que sempre dirigiu e arruinou o país não aceita, assim como a chilena de 35 anos atrás, um presidente popular, saído do meio do povo, líder indígena, também ele eleito pela ampla maioria do povo, como recentemente confirmou referendo popular.
Levantemos nossas vozes, nossos pulsos para que a Bolívia de hoje não se torne o Chile de 11 de setembro de 1973.
Ditaduras nunca mais!! Viva El Chile!! Bolívia vive!!
Nilo Sergio Gomes
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Declaração dos cubanos que fazem parte do movimento CUBANOS POR CUBA
O povo de Cuba está resisitindo, neste período, à passagem de mais um furacão : o Ike.
Com uma força devastadora e penetrações do mar com ondas de mais de cinco metros de altura, esta
catástrofe cai sobre uma população que, dias antes, havia perdido, na província de Pinar del Río e na Ilha da Juventude, mais de 100 mil moradias, 370 escolas e
A este quadro desolador se adicionam 720 postos telefônicos inutilizados com mais de
Com uma trajetória marcada, em toda a extensão da Ilha, principalmente por ventos com velocidade de mais de
Na oportunidade, o movimento CUBANOS POR CUBA envia ao governo dos Estados Unidos as seguintes solicitações :
1- Que a administração norte-americana retire imediatamente, e sem impor condições, as restrições sobre as viagens de cubanos residentes nos EUA e o envio de remessas à Ilha, como meio indispensável às milhares de famílias que perderam tudo de receberem ajuda direta e sem limitações de seus familiares emigrados;
2- Que os EUA eliminem, de modo permanente, as restrições que impedem as companhias norte-americanas de oferecerem créditos a Cuba para compra de alimentos no mercado estadunidense. Esta medida aliviaria, sem demora, a grave falta de alimentos básicos provocada pelo desastre das inundações e das colheitas arruinadas;
3- Que os EUA se unam aos esforços de países como China, Venezuela, Rússia, Espanha e outros que estão doando ajuda humanitária a Cuba, por meio do Governo da Ilha e não mediante grupos e Organizações Não Governamentais (ONGs) que carecem de apoio e respeito popular, assim como de toda capacidade convocatória e de mobilização, uma vez que a administração cubana tem desenvolvido com maestria, organização, serenidade e espírito humanitário a evacuação de cerca de um milhão de pessoas, minimizando perdas de vidas e os acidentes fatais em um contexto de um perigoso estado de emergência total, que se alastrou na zona do Caribe.
CUBANOS POR CUBA critica duramente a atitude fratricida dos meios de comunicação da emigração cubana que, financiados por recursos estadunidenses, neste momento de dor para todos os cubanos não
se pronunciaram, de forma clara e categórica, contra as restrições impostas aos emigrados cubanos residentes nos EUA e contra o bloqueio.
Neste momento de destruição nacional pelas forças da natureza, os efeitos do bloqueio se mostram especialmente criminosos !
Cubanos por Cuba, Estocolmo a 8 de septiembre de 2008, día de
Adhesiones:
Sociedad Cultural Marti-Maceo de
Cuban@s Residentes en Gran Bretaña,
Pedro Perez Sarduy, Presidente
Association Racines Cubaines, Raíces Cubanas, Francia
Pablo Luis González Justo, Presidente
Asociación de Cubanos Residentes en Ucrania
,
Manuel Humberto López Rodríguez, Miembro del Consejo coordinador
Association Culturelle Yoruba de Cuba en France
Johnny Aldama, Presidente
Asociación de Cubanos residentes en Paraná. Brasil,
Teresita Campos Avella, Presidenta
Association Habana Club, Francia
Felina Bernard, Presidenta
Collectif ODA (Collectif d'Artistes au dela de l'Art)
Cecilia Comesañas, Presidenta
Coordinadora de Cubanos Residentes en Francia
Portavoz, Virgilio Ponce
Asociación Cultural Máximo Gómez de Cubanos Residentes en República Dominicana
Husmell Díaz, presidente de las Asociaciones de Cubanos en Rep. Dominicana.
Asociación Nacional de Cubanos Residentes en Brasil "José Martí"
(ANCREB-JM)
Magdalena Torbisco Dacosta, Presidenta
Asociación de Cubanos en Valencia " CAGUAÍRAN", España,
Héctor Daniel Alvariño, Presidente.
France-Cuba 54 y Cubanos de Francia Cuba Nacional
(Lorraine)
Ana K. Martinez, Coordinadora
Asociación Yoruba ASETOLUWUAOLOFÍ de Suecia
,
Jesús Cuervo Marín, Vice-Presidente
Organizacion de Cubanos de Puerto Plata
,
República Dominicana Odalys Marrero Acosta, Presidenta
Cubanos en Bélgica ,
Carlos Calvo Rivas, responsable, Amberes
Quando o extraordinário se transforma em cotidiano, isto é revolução !
Che Guevara
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CARLOS MINC – 100 DIAS NO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE
Caros amigos, companheiras, ambientalistas
Eu não pedi para ser ministro, não queria e ainda coloquei condições para aceitar. Conhecia o tamanho do desafio, o que a ministra Marina Silva havia penado (sempre com o meu apoio, nas horas mais difíceis). Aqui vai um balanço e uma resposta às questões que foram deformadas por uma parte da mídia. É uma prestação de contas, sobretudo para aqueles que conhecem minha história e sabem que não permitirei que o Pantanal se transforme num canavial, que não pedirei adiamento das normas para redução do teor de enxofre no diesel, que não aceitarei que a floresta nativa da Amazônia se converta em plantação de exóticas. Neste período o presidente Lula assinou 10 decretos que preparamos, como o Fundo Amazônia, o decreto que regulamenta e reprime crimes ambientais, o Fundo Clima, 3 grandes unidades de conservação na Amazônia, o preço mínimo para os produtos extrativistas; assinei outras 3 portarias: a que agiliza o acesso de cientistas à biodiversidade, com co-responsabilidade, a que abre a Câmara de Compensação Ambiental (com direito a voto) às ONGs, universidades, Anama, Abema e empresários, e atos que incentivam a criação de RPPNs; assinamos 5 acordos públicos com setores produtivos e ONGs, como a Moratória da Soja e o Pacto pela madeira Legal e Sustentável; mas a crítica a mim dirigida não se baseia nestes 18 atos reais e publicados, mas sim em extratos de declarações na mídia, especulações, TODOS desmentidos, que não se sustentam em fatos.
Nestes 100 dias estivemos em ações diretas na Amazônia, combatendo o desmatamento e as queimadas, em ações no Nordeste, defendendo o bioma Caatinga e destruindo 300 fornos ilegais de carvão (em Pernambuco), em reuniões com os 9 governadores da Amazônia (em Belém) onde conseguimos reverter a pressão e manter a resolução do Banco Central que corta o crédito aos proprietários que estejam na ilegalidade fundiária ou ambiental. Apreendemos e leiloamos gado ilegal em unidades de conservação na Amazônia. Obtivemos reduções substanciais nas taxas de desmatamento em 3 meses, com um resultado expressivo em julho, de queda de 60%. Estes números são instáveis e precários, apesar do imenso esforço, pois a pressão é enorme, agravado pelas eleições; o ritmo das ações do Arco Verde e de criação de empregos sustentáveis (que depende de 8 ministérios) é muito lenta; o Ibama fecha uma serraria ilegal em uma hora, mas o governo não cria 50 empregos sustentáveis neste tempo, e o desempregado vai desmatar
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